Operar no lucro ou no prejuízo deve ser escolha do gestor

Antes de qualquer coisa, deixo claro que concordo plenamente com uma máxima do mercado: “Lucro nunca deu prejuízo a ninguém”. Sem sombra de dúvida, o lucro deve ser o “Norte” para qualquer empresa. Sem lucro não existe geração de valor para os investidores, para o mercado e nem para a sociedade.

Uma empresa que opera no prejuízo, se não reverter esse quadro, está condenada à morte. Então, em que sentido operar no lucro ou no prejuízo deve ser escolha do gestor?

Em certas situações operar no prejuízo pode ser estratégico e até necessário. Por exemplo: Uma empresa pode ter o objetivo de conquistar um novo mercado e opta por ofertar produtos de excelente qualidade com preços promocionais por um tempo. Nesse caso, durante esse período promocional, a empresa pode estar operando no prejuízo de maneira estratégica para que o público conheça as vantagens de seus produtos, com a meta de conquistar a fidelidade desses clientes. Assim, quando o período promocional acabar e o preço ofertado subir, a empresa terá consumidores fidelizados e passará a operar no lucro.

Outro exemplo: Um grande cliente pede uma proposta para vários itens. Talvez sua empresa não tenha o melhor preço do mercado para todos eles e opte por operar no prejuízo em alguns itens para ganhar o pedido todo, pois na maioria dos itens ela está operando no lucro. O foco nesse caso é que o pedido como um todo gerou lucro, ainda que alguns itens tenham ficado com margem negativa (prejuízo).

Existem outras dezenas de exemplos que demonstram como as vezes é necessário operar no negativo, mas o ponto é outro.

O que mata uma empresa de verdade, é ela estar operando no prejuízo acreditando que está lucrando!

Acreditem – em quase três décadas atuando no mercado de ERP, já vi muitas empresas com esse quadro. Elas queimam caixa, queimam ativos e até criam passivos porque operam no prejuízo sem se dar conta disso. Os gestores dessas empresas atribuem o problema a fatalidades, a eventualidades, ao clima, aos juros, aos impostos etc. Talvez esses fatores até sejam reais, mas deveriam compor o custo no planejamento para que o ponto de equilíbrio fosse conhecido.

Aqui está o grande desafio dos gestores: Contar com dados precisos sobre seus custos e assim poder traçar a melhor estratégia para o negócio com extrema precisão.

Num mercado tão dinâmico e incerto, ter informações confiáveis e em tempo real não é opcional, é obrigatório para assegurar o futuro do negócio.

Seguem 10 boas práticas que funcionam muito bem:

  • Categorize todo dinheiro que entra e que sai da empresa;
  • Saiba qual é o custo REAL de produção (ou aquisição) de seus produtos;
  • Saiba qual é o seu custo fixo;
  • Saiba qual é o seu custo financeiro (caso sua empresa precise descontar títulos);
  • Saiba qual é o seu custo tributário;
  • Calcule seu ponto de equilíbrio mensal (qual valor devo vender para pagar todas as contas da empresa sem precisar queimar caixa ou contrair dívidas?);
  • Saiba a margem de lucro de cada item vendido;
  • Saiba a margem de lucro de cada pedido;
  • Saiba a margem de lucro de cada cliente;
  • Saiba a margem de lucro gerada por cada vendedor.

Para aplicar imediatamente na sua empresa, não conte com a sorte – conte com a tecnologia. A DBCORP tem a solução ideal para que você seja o protagonista na gestão estratégica da sua empresa.

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